[Julio Cesar Lemes de Castro; J. C. L. Castro; Castro, Julio Cesar Lemes de; Castro, J. C. L.]

[Participação em eventos]

IV Congresso Internacional de Comunicação, Mídia e Cultura (coMcult)

Organização: Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia (CISC), PEPG em Comunicação e Semiótica, PUC-SP
Local: São Paulo (SP)
Data: 12 a 15 de novembro de 2008

O imaginário lacaniano: entre Eros e Tânatos

CASTRO, J. C. L.

Resumo: Este trabalho discute a ligação entre a ambigüidade do imaginário e a dualidade da pulsão em Lacan. Ao lado do real e do simbólico, o imaginário é um dos três registros da experiência humana. Ele surge numa fase que Lacan denomina estádio do espelho, quando a criança ainda não é capaz de falar, nem tem noção de sua individualidade. É ao confrontar-se com sua imagem especular que o infante começa a ver-se como um eu diante do mundo externo. Mas a relação da criança com a imagem no espelho é ambígua, oscilando entre a identificação e a rivalidade. Essa ambigüidade transmite-se a todas as relações imaginárias, aquelas normalmente estabelecidas ao longo da vida com nossos semelhantes – irmãos, primos, vizinhos, colegas de escola, companheiros de trabalho etc. (e que contrastam com as relações simbólicas, aquelas normalmente estabelecidas com as figuras de autoridade). Quando investigamos a articulação entre o imaginário e a pulsão, encontramos igualmente duas possibilidades. Por um lado, o imaginário ajuda a canalizar a libido para seus objetos, servindo à pulsão de vida (Eros); por outro, ele assume aspectos rígidos e agressivos, servindo à pulsão de morte (Tânatos). Isso ocorre porque identificação e rivalidade ecoam no imaginário o dualismo freudiano da pulsão, que é endossado por Lacan.

Palavras-chave: imaginário, Eros, Tânatos, Lacan.

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