[Julio Cesar Lemes de Castro; J. C. L. Castro; Castro, Julio Cesar Lemes de; Castro, J. C. L.]

[Publicações]

CASTRO, J. C. L. A histeria como discurso: da estrutura clínica ao laço social. In: AMBRA, P. E. S.; SILVA JUNIOR, N.. (orgs.). Histeria e gênero: sexo como desencontro. São Paulo (SP), nVersos Editora, p. 83-106, 2014.

Resumo: Este texto visa explicitar o modus operandi do discurso da histeria, tomando como referência a estrutura clínica histérica. Em sua teoria dos discursos, articulada no Seminário XVII e em outros trabalhos coetâneos, Lacan concebe cada discurso como uma modalidade fundamental de laço social. Sendo uma dessas modalidades, o discurso da histeria pode muito bem caracterizar situações envolvendo sujeitos que não são necessariamente histéricos na acepção estrita. Suas aplicações, por isso mesmo, transpõem amiúde as fronteiras da clínica. De toda forma, é fato que tal discurso se deriva da categoria nosográfica que lhe empresta o nome e com a qual ele mantém uma homologia estrutural; é o único integrante da matriz lacaniana dos discursos, aliás, inspirado inequivocamente numa patologia. Trata-se aqui de mostrar em que ele é tributário da histeria propriamente dita. Nessa rota, espera-se, por outro lado, evidenciar os traços estruturais da histeria, precisando a conceitualização freudiana a respeito desta com base em utensílios teóricos supridos por Lacan. Além disso, considerando que o laço social histérico vai além de seus avatares clínicos mas também os engloba, propõe-se um critério para discriminar entre suas vertentes patológica e não-patológica.

Palavras-chave: psicanálise, histeria, discurso da histeria, estrutura clínica, laço social.

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